BOS retoma a captação de córneas e retorna a patamares do pré-pandemia

  • O desenvolvimento de um protocolo eficiente, além do respeito às medidas sanitárias, são fatores que explicam o sucesso da retomada dos procedimentos.

Observando os números sobre a captação de córneas no BOS (Banco de Olhos de Sorocaba), é nítida uma queda drástica logo após o início da pandemia, quando houve uma proibição pelos órgãos de saúde de realizar as doações (a não ser em casos de emergência). Ao mesmo tempo, houve também um grande salto no aumento desses procedimentos nos últimos meses, a partir do momento em que ficou claro que era possível, e seguro, retomar.

Esse crescimento não é uniforme. Enquanto o BOS passou de 6 doações de córnea em agosto de 2020 para 78 em setembro e 431 em outubro, o mesmo não ocorre em outras instituições e cidades, onde as captações passaram de poucas para pouquíssimas.

O que explica uma performance tão positiva do BOS e sem nenhum caso de contaminação entre os profissionais de saúde?

“O BOS conseguiu normalizar, com muita rapidez, as doações no estado ao sensibilizar sociedade e poder público sobre o assunto; além de, é claro, serem tomados todos os cuidados de proteção sanitária que ajudaram a proteger, tanto profissionais de saúde, quanto os pacientes”, afirma Edil Vidal de Souza, superintendente do BOS.

Mudanças de protocolos médicos observados internacionalmente e aplicados no BOS também contribuíram para a mudança positiva de cenário. “Com maior conhecimento sobre o Coronavírus, sua interação com os tecidos oculares e o possível baixo potencial de transmissão advindo do transplante de córnea, além de protocolos adotados em outros bancos de olhos fora do Brasil que mantiveram suas captações, mesmo no auge da pandemia, foi possível demonstrar aos órgãos regulatórios que poderíamos retomar nossas atividades, dentro de um rigoroso processo de segurança e qualidade. Além disso, o impacto negativo da redução das captações e a comoção gerada com divulgação pela mídia de vários pacientes que aguardavam na fila de espera acabaram por sensibilizar a população e motivar a doação após sua liberação”, afirma Dra. Adriana Forseto, coordenadora de Ensino em Oftalmologia do Hospital Oftalmológico de Sorocaba e Diretora Médica do Banco de Olhos de Sorocaba.

Enquanto aguardava pela retomada, o BOS se preparou de forma a reforçar, ainda mais, todos os seus protocolos, com o objetivo de preservar a segurança de todos, potenciais receptores dos tecidos, médicos e colaboradores.

Para a especialista, é relevante continuar chamando a atenção da opinião pública sobre o assunto, uma vez que as doações dependem muito da sensibilidade da população sobre o tema. “É preciso manter o assunto sempre em pauta. Não podemos deixar cair no esquecimento”, alerta Dra. Adriana. Atento a essa realidade, o BOS lançou a campanha “Doe seus olhos. Dê cor à vida.”, convidando toda a população a aderir à causa.

Além disso, o BOS não ficou passivo aguardando as doações. Iniciou um diálogo com o poder público, no sentido de conseguir as liberações. E, para isso, criou protocolos específicos, não apenas para o banco de olhos, mas também para as equipes transplantadoras, buscando a segurança de todos: profissionais de saúde e pacientes.

“Nosso manual de boas práticas foi desenhado visando à promoção de um ambiente saudável, por meio da prevenção contra a disseminação e o contágio viral dos colaboradores, da qualidade do tecido ocular captado e da segurança do paciente receptor. Passamos a excluir, dentre os potenciais doadores, aqueles com triagem clínica e/ou laboratorial sugestiva de COVID-19”, descreve Dra. Adriana.

O resultado de todos esses esforços tem sido a retomada dos procedimentos de captação de córnea e transplante, de forma segura para todas as pessoas envolvidas. Se for mantido o novo ritmo de captações, no período de seis a 12 meses, é esperado que o tempo de espera para o transplante de córnea retorne ao patamar que era observado antes da pandemia.

“Cirurgias eletivas (aquelas que precisam ser marcadas) foram suspensas num primeiro momento. O BOS demonstrou que não precisa mais ser assim. E, também, que cirurgias oftalmológicas não precisam ser feitas em hospital geral. Portanto, é possível manter o distanciamento necessário e as cautelas em relação à COVID-19, sem deixar de atender o paciente oftalmológico”, conclui Edil Vidal.

Pessoas interessadas em demonstrar seu desejo em se tornar um doador de córnea podem fazer o Cartão de Doador, pelo site: www.bos.org.br ou pelo telefone: 0800 770 3311. O cartão não estabelece a obrigação de doar, mas tem a função de informar sobre essa vontade aos familiares, conscientizando-os sobre o assunto.

Acompanhe os números de doações e transplantes realizados pelo BOS em 2020, além de um comparativo com outras unidades de captação.

Instituto BOS e Departamento Cleber Godinho oferecem serviço de lentes de contato referência no país

  • Atendimento está disponível para todos os pacientes que buscam os serviços do BOS-HOS, sejam eles de convênios médicos, SUS ou particular.

Após um período de tratativas, desde fevereiro de 2020, o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) – Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS) e o Departamento Cleber Godinho, de Belo Horizonte (MG), assinaram uma parceria de êxito em serviços à população.

O Departamento Cleber Godinho integra o Instituto BOS e é uma das principais referências em lentes de contato do Brasil. “O Dr. Cleber Godinho era meu tio e, há 25 anos, criou um curso que leva seu nome e formou muitos especialistas nessa área “, revela Dr. Eduardo Godinho.

O Dr. Cleber faleceu há quase três anos, mas os filhos, Dr. Rodrigo Godinho e Dra. Izabela Godinho, ao lado do primo Dr. Eduardo, mantêm o legado de conhecimento e excelência em serviços na área de lentes de contato. Isso segue no Instituto de Olhos de Belo Horizonte, mas, agora, está ao alcance também dos pacientes de Sorocaba e região.

Anteriormente, pacientes transplantados no BOS-HOS, com frequência, precisavam realizar o tratamento de reabilitação com lentes de contato em suas cidades de origem, que nem sempre tinham como acolher essas pessoas. “O carro-chefe aqui, no hospital, é o transplante de córneas. Nós viemos oferecer nosso conhecimento e nosso arsenal, pois temos disponíveis praticamente todos os tipos de lentes de contato do mercado. Agora, com essa parceria, o BOS está caminhando para se tornar o maior Departamento de Lentes de Contato do Brasil e de reabilitação pós-transplante, em escala não só nacional, como fora também do país. E, hoje, tem a filosofia de não precisar sair daqui para nada. O paciente chega, é avaliado, se houver indicação para transplante ele faz e, se não houver, a gente pode fazer a reabilitação também com a lente de contato”, pondera Dr. Eduardo.

A indicação de uso das lentes pode ocorrer, tanto no início, como no fim do tratamento. E a parceria veio para suprir a necessidade do BOS de cuidar igualmente da reabilitação dos pacientes. O diferencial do Departamento Cleber Godinho, além de trabalhar com todos os fabricantes do mercado, é ter a expertise de realizar alguns ajustes de forma manual, acelerando o processo de adaptação do paciente.

“Especialmente no chamado transplante penetrante, no qual são trocadas todas as camadas da córnea, com certeza, o paciente ficará com algum grau residual. Isso pode ser corrigido cirurgicamente ou clinicamente, usando óculos ou lentes. A lente tem a vantagem de corrigir o astigmatismo irregular da córnea e proporciona uma visão muito melhor que a dos óculos.

Dr. Rodrigo Godinho aponta, ainda, outro aspecto relevante do trabalho levado pelo Departamento Cléber Godinho até o público do BOS. O método adotado por eles tem foco no acolhimento e na fidelização do paciente. Além disso, pensando no aspecto do ensino, ele destaca a transmissão dessa mesma filosofia de trabalho humanizada aos médicos que estão sendo formados. “Nosso objetivo é somar esforços parra entregar um resultado o mais satisfatório possível. Também é preciso observar que a adaptação é uma coisa complexa e, muitas vezes, o paciente vem de uma trajetória bastante sofrida. Nós olhamos, além da técnica, o lado mais humano, que promove o acolhimento; nesse sentido, o que a gente faz vem complementar algo que o BOS também já faz, uma vez que o hospital mantém uma filosofia que tem muito a ver com a gente, de atender o paciente de forma individualizada e atenciosa. Aqui, eu me sinto em casa. E ampliar esse serviço e modelo de atendimento para fora de Belo Horizonte é satisfazer um desejo que meu pai tinha, de tornar mais acessível esse cuidado a todos”, completa Dr. Rodrigo.

O atendimento do Departamento Cleber Godinho está disponível para todos os pacientes que buscam os serviços do BOS-HOS, sejam eles de convênios médicos, SUS (Sistema Único de Saúde) ou particular. “Temos um serviço de altíssima qualidade, que é referência em todo o país, à disposição de todos os nossos pacientes, venham eles de onde for. Todos serão tratados com a mesma qualidade, eficiência e confiabilidade”, afirma Edil Vidal de Souza, superintendente do grupo BOS.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.bos.org.br ou telefone: (15) 3212-7000. O Banco de Olhos de Sorocaba e o Hospital Oftalmológico de Sorocaba estão localizados na Praça Nabek Shiroma, 205, no Jardim Emília, em Sorocaba (SP).

Uveíte pode causar cegueira. Fique atento!

  • Vivian Afonso, médica especialista em retina, vítreo e uveíte do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) – Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS), explica sobre a doença e chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce.

Caracterizada como uma inflamação no olho, a uveíte é uma doença que compromete parcial ou totalmente o olho. Podendo ser entendida pelos pacientes, muitas vezes, como apenas uma conjuntivite ou olho vermelho, a uveíte é uma causa importante de cegueira

no mundo, se não for diagnosticada e tratada corretamente.

Seu surgimento está comumente ligado a causas infecciosas ou doenças inflamatórias. “As primeiras costumam ser bastante graves e podem levar a um comprometimento severo da visão. Doenças, como sífilis, cujos casos diagnosticados aumentaram muito, HIV e tuberculose, estão ligadas ao surgimento de uveítes de causa infecciosa, que podem levar à cegueira e baixa de visão de forma irreversível, se não for tratada em tempo”, relata Dra. Vivian Afonso, médica especialista em retina, vítreo e uveíte do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) – Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS).

Por sua vez, a uveíte ligada a causas inflamatórias está associada a uma série de doenças reumáticas, como artrite reumatoide, esclerite, espondilite anquilosante e doenças inflamatórias intestinais. “Caso o paciente seja portador de alguma dessas doenças, é indicada a busca imediata por um oftalmologista, para avaliar se há um quadro de uveíte relacionado” completa a oftalmologista do BOS-HOS.

A identificação do problema por meio dos sintomas pode ser dificultada, visto que os sinais são relativamente comuns, tanto nos casos de uveíte isolada ou decorrente de outra doença. Normalmente, a doença acarreta em uma vermelhidão nos olhos, dor e a chamada mosca volante, que é quando o paciente, ao mexer os olhos, independentemente da direção, percebem manchas na visão, como se fossem moscas.

Atualmente, alguns estudos mostram que é possível o surgimento de alterações oculares, como a uveíte, em alguns pacientes durante a internação e no pós-Covid. “Pacientes que tiveram Covid-19 e experienciarem qualquer um dos sintomas citados, devem buscar um oftalmologista, para tratar no início da inflamação ou infecção. A Covid-19 é uma doença muito nova, estamos aprendendo sobre as manifestações oculares que ela pode apresentar”, pontua a médica do BOS-HOS.

Já, o tratamento é bastante amplo, conforme aponta a especialista Dra. Vivian. “Quando encontramos no paciente alguma uveíte secundária a doenças infecciosas, fazemos primeiramente o tratamento da doença de base. Quando são doenças inflamatórias, uma uveíte localizada no olho, inicialmente o tratamento é feito com colírios, porém, pode variar de acordo com a gravidade da doença. Se for uma inflamação mais grave, às vezes, é necessário o uso de corticoide como medicação local ou sistêmica. Nos dias atuais, é possível, ainda, usar imunossupressores, que são medicamentos muito comuns para pacientes com doenças reumáticas”, explica a médica.

Diante da gravidade dessa condição, Dra. Vivian alerta para a necessidade da busca por um oftalmologista, o quanto antes. “Se for notada a persistência de qualquer um desses sintomas citados, é muito importante que o paciente procure um médico oftalmologista. Muitas pessoas deixam para procurar auxílio especializado apenas quando a visão já está muito baixa, o que pode acabar comprometendo seriamente a terapêutica. Então, quanto antes diagnosticado o problema, mais rápido é possível estabelecer o tratamento e mais chances existem de ser preservada a qualidade visual” finaliza a especialista do BOS-HOS.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.bos.org.br ou pelo telefone: (15) 3212-7000. Para informações e agendamento, de convênios e particulares, entre em contato via WhatsApp: (15) 3212-70400. O Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) e o Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS) ficam localizados na Rua Nabek Shiroma, 210, no Jardim Emilia.

Campinas é líder em captação de córneas no Estado de São Paulo

  • Mesmo diante das dificuldades enfrentadas em todo país com a pandemia, Campinas se destaca como a primeira cidade do Estado em doações de córneas, amparando outras regiões.

Os impactos trazidos pela pandemia atingiram profundamente todos os setores da sociedade, não sendo diferente, até mesmo, com os serviços essenciais, como a captação de órgãos e tecidos para doação. Essa área sofreu severas restrições por parte do governo, o que fez com que muitos estoques chegassem a zero.

Contudo, mesmo diante dessa difícil equação, a rede Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) conseguiu manter um desempenho positivo em benefício da população. A cidade de Campinas, atendida pelo BOS, contabiliza o maior número de captações de córneas entre todas as unidades da rede, sendo líder no Estado de São Paulo. “Isso se dá pelo porte da cidade e pela parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas, a começar pela concessão do espaço dentro do Hospital Municipal Mario Gatti, no início do nosso trabalho no município, em 2005, até hoje, por meio da parceria com a SETEC, na área de serviços funerários, aonde temos o maior número de doações, permitindo, assim, o desenvolvimento desse importante trabalho”, comenta Edil Vidal de Souza, superintendente do Grupo BOS.

No período de 1 de outubro de 2020 a 22 de janeiro de 2021, Campinas totalizou 320 doações, destacando-se e amparando um grande número de beneficiados, conforme ilustra a tabela:

Com o trabalho que vem sendo desenvolvido na cidade, os hospitais amparados conseguem continuar atuando e atendendo os pacientes. “A região de Campinas é a mais populosa do estado, depois da Grande São Paulo, então, sua importância no cenário de captação e transplantes é indiscutível. Como reúne vários serviços médicos, acadêmicos e privados, de qualidade, atrai pessoas do país todo em busca de tratamento. Assim, é necessário o constante investimento para manter os números suficientes e tentar, ao máximo, diminuir as filas de espera por transplantes”, aponta a Dra. Denise Fornazari, diretora médica do Banco de Olhos da Unicamp.

A situação geral das captações de córneas no país, após a liberação para retomada dos procedimentos pelo governo no final de setembro, depois de sete meses suspensos, é crítica. Porém, graças ao trabalho prestado pela rede BOS e, especialmente, à contribuição da cidade de Campinas, o Estado de São Paulo conseguiu não só estabilizar suas doações, como também atender casos de urgência em outras regiões do Brasil. “Muitos serviços de captação pararam de atuar, o que faz com que a responsabilidade do trabalho do BOS e da cidade de Campinas aumente ainda mais. Recebemos um comunicado de que a Central de Transplantes do Estado de São Paulo iria atender alguns casos de urgência de outros estados. Com isso, nosso foco é ajudar cada vez mais. Precisamos manter nosso trabalho, buscando sempre aumentar o número de doações, já que a necessidade é grande”, aponta Edil.

O maior volume de doações de São Paulo é gerado pela rede BOS, que já chegou a zerar uma vez, em 2009, a fila de espera para transplantes do estado todo. “Nossa intenção é conseguir zerar, futuramente, a fila de espera de novo. O BOS é o principal parceiro, hoje, da Secretaria Estadual da Saúde na área de captação de córneas, atuando nas regiões de Sorocaba e Campinas, o que inclui a região do Vale do Paraíba, a capital paulista e a Baixada Santista”, fala o superintendente.

Assim, a importância de Campinas nesse cenário de doações se faz, tanto por suprir a demanda regional nessa área, como também para auxílio de todo o país. “É bom para a cidade e, acima de tudo, é bom para os pacientes que precisam de atendimento. A região de Campinas é muito grande, com um potencial enorme para doações e nós já fazemos uma parte desse trabalho, mas a intenção é ampliar e intensificar as atividades, visando uma melhoria nos sistemas nacionais, como um todo. Precisamos de mais doações e essa região pode proporcionar isso”, finaliza Edil.

Para aqueles que desejam apoiar, tornando-se um doador de córnea, é possível fazer o Cartão de Doador, pelo site: www.bos.org.br ou pelo telefone: 0800 770 3311. O cartão não estabelece a obrigação de doar, mas tem a função de informar sobre essa vontade aos familiares, conscientizando-os sobre o assunto.

Infecção por Covid-19 pode se manifestar exclusivamente nos olhos

  • Médico do BOS – HOS faz o alerta para que pessoas estejam atentas, desde os primeiros sintomas de infecção ocular. E lembra que, independentemente de a infecção pandêmica estar ou não associada ao quadro, o período de 14 dias de isolamento deve ser respeitado.

  

Em tempos de pandemia, é preciso estar atento a todos os sinais de alterações no organismo. Os olhos, por exemplo, são uma das principais portas de entrada do novo Coronavírus, responsável pela manifestação da COVID-19. O contágio pode ocorrer, por exemplo, a partir do contato com a lágrima de alguém infectado. A conjuntivite acaba acometendo uma média de 1% e 3% das pessoas com a doença, sendo que, em muitos casos, esse é o primeiro sintoma desse mal. O dado é da Academia Americana de Oftalmologia (AAO).

Segundo estudos que apresentam relatos de pacientes, na Itália e no Canadá, também existe a possibilidade de a infecção pelo Coronavírus ter apresentação única e exclusivamente ocular. Na maioria dos casos, pessoas com esse tipo de infecção apresentam hiperemia (olhos vermelhos), epífora (lacrimejamento involuntário) e conjuntivite também associadas a outros sintomas, como tosse, febre, secreção nasal e problemas respiratórios. No entanto, há casos em que os únicos sintomas estão relacionados aos olhos.

É muito importante estar atento a esses sinais, porque os olhos, especialmente a partir das lágrimas, se tornam vetores de contaminação a outras pessoas. “Então, se a pessoa com conjuntivite está com alguma secreção ocular, precisa ser tratada com cuidado, principalmente nesta época de pandemia, quando não podemos excluir a possibilidade de estar com a COVID-19”, afirma Dr. Gabriel Zatti, médico oftalmologista e diretor clínico do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) – Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS). A higienização, obviamente, é recomendada em qualquer caso de conjuntivite, devendo-se lavar bem e com frequência as mãos, além de evitar tocar os olhos, em caso de lacrimejamento e coceira. “O que acontece é que a maioria das pessoas, na sua ingenuidade, acha que pode permanecer perto da família, trabalhar ou fazer compras, enfim, se relacionar normalmente com as outras pessoas, sem imaginar que possa também estar com Coronavírus. O alerta, então, é esse: se surgir qualquer sintoma ocular, especialmente nesta época de pandemia, é bom não descartar essa possibilidade de diagnóstico”, adverte o especialista.

Sintomas e testagem

Nem sempre será simples recorrer à testagem para a COVID-19, inclusive pelo fato de os casos de conjuntivite serem numerosos. Mas, se houver sintomas respiratórios associados, é válido e muito importante realizar a testagem. A conjuntivite infecciosa, ainda que não se tenha certeza de estar associada à doença, requer afastamento do trabalho por 14 dias, de qualquer forma. E o médico oftalmologista do BOS – HOS observa, pelo menos, um aspecto positivo na mudança de comportamento das pessoas durante a pandemia. A seu ver, passaram a levar mais a sério a questão das infecções, desde as respiratórias, rinites e gripes até as oculares. “Antes não se parava o convívio. As pessoas continuavam indo trabalhar, usando transporte público, não usavam máscaras. Nossa rotina era de muito pouco cuidado e respeito com o outro nessas situações. Agora, com o distanciamento social e mais cuidados sanitários, sabemos que isso fará com que os vírus e as bactérias se espalhem menos, ajudando a manter a saúde coletiva da população”, conclui Dr. Gabriel Zatti.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.bos.org.br ou telefone: (15) 3212-7000. O Banco de Olhos de Sorocaba e o Hospital Oftalmológico de Sorocaba estão localizados na Praça Nabek Shiroma, 210, Jardim Emília, em Sorocaba (SP).

BOS bate recorde de captações de córneas e prevê retomar ritmo de transplantes de antes da pandemia

  • Sensibilização da sociedade faz aumentar doações e Banco de Olhos de Sorocaba prevê retomar o ritmo normal de transplantes em menos de dois meses; Fila de espera pela cirurgia cresceu exponencialmente durante suspensão das atividades pelo Governo, em função da Covid-19; Nova campanha promove conscientização.

A sociedade se sensibilizou com o apelo do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) amplamente veiculado na imprensa e as doações de córneas saltaram. Com isso, o BOS supera a marca de captações diárias de córneas dos últimos anos.

A nova marca foi alcançada na terça-feira passada (20/10), com a captação de 48 córneas.

O BOS, agora, lança a campanha “Devolva as cores para a vida de alguém”, para manter a população conscientizada sobre esse gesto de amor que pode ajudar milhares a voltar a enxergar.

O novo ritmo imprimido nas doações de córneas faz com que o BOS estime retomar o volume normal de transplantes, de antes da pandemia, em menos de dois meses. Atualmente, mais de 760 pacientes aguardam na fila pelo procedimento na região atendida pelo BOS. “A população atendeu o nosso apelo e, com as doações nesse volume, calculamos voltar bem antes do previsto ao ritmo normal de atividades. Antes, a expectativa era levar mais de um ano para voltar a apenas 50% da capacidade de transplantes”, comemora o superintendente do grupo BOS, Edil Vidal.

A família da consultora financeira Fátima Regina Mora Rodrigues, de 34 anos, foi uma das recentes doadoras. Fátima autorizou a doação das córneas do pai, que tinha 70 anos e faleceu em decorrência de um câncer, no último dia 17.

“Ficamos agradecidos em saber que as córneas do meu pai devolveram a visão para duas pessoas. Na nossa família já decidimos que somos todos doadores”, declarou.

A consultora conta que a abordagem do profissional do BOS foi muito sensível, que ele explicou que o banco está com o estoque baixo em razão da pandemia e que, se acaso as córneas não estivessem em condições ideais para doações, poderiam ser usadas em pesquisas.

Em todo o Estado, há cerca de 3,5 mil pacientes cadastrados na fila de espera por córneas. Edil comenta que o BOS tem equipes habilitadas, médicos capacitados, infraestrutura e competência reconhecida para atender os que precisam de transplante, mas sempre dependerá da consciência das famílias sobre a importância das doações para devolver a visão a quem precisa. A experiência nesse setor faz com que, atualmente, o BOS seja responsável por mais de 90% de todas as captações que estão acontecendo pós-pandemia no estado de São Paulo. Por outro lado, comenta Edil, esse índice igualmente demonstra que muitos serviços em outros estados brasileiros ainda não conseguiram retomar suas atividades ou poderão nem mais atuar nessa área, que foi tão penalizada pela pandemia de Covid-19 e as restrições governamentais impostas.

O período restritivo para as atividades no setor foi muito longo, de seis meses.

 “Devolva as cores para a vida de alguém”

A campanha “Devolva as cores para a vida de alguém” convida a sociedade a enxergar nitidamente esse problema. As mensagens demonstram o quanto o gesto de doação é necessário, com alusão às cores da primavera e à renovação da vida. “Doe seus olhos. Dê cor à vida” é o slogan da campanha.

As córneas são captadas para doação somente com a autorização dos familiares, após o falecimento do doador. A legislação brasileira garante à família a decisão de doar, ou não, os órgãos e tecidos após a morte.

O interessado em demonstrar o seu desejo em vida pode fazer o Cartão de Doador, pelo site: www.bos.org.br ou pelo telefone: 0800 770 3311. O cartão não estabelece a obrigação de doar, mas tem a função de informar sobre essa vontade e conscientizar os familiares acerca do assunto.

Fila de espera aumentava, enquanto estoque chegou a zero

Durante a pandemia, enquanto o número de pacientes aguardando por um transplante só aumentava, o estoque de córneas foi reduzindo até chegar a zero na unidade do BOS em Sorocaba, também pela primeira vez na história da instituição.

Isso ocorreu em virtude da mudança nos protocolos para a captação de órgãos e tecidos, determinada pelos órgãos de saúde, como consequência da pandemia de Coronavírus. No Brasil, foram adotadas medidas restritivas que levaram à paralisação do setor, diferentemente da realidade de outros países, como os Estado Unidos, onde as captações e os transplantes não cessaram, mas tiveram suas diretrizes de segurança redobradas, conforme recomendação das associações internacionais.

Durante esse período, no Estado de São Paulo, a média mensal de captações diminuiu em 92,4%, reduzindo de 1.236 para 94. Na região de atuação do BOS, caiu de 930 para apenas 20, no mês. “Foi muito preocupante, porque o tempo de espera pode levar ao agravamento do quadro clínico do paciente e exigir intervenções cirúrgicas mais invasivas e com maior risco de rejeição, como infelizmente aconteceu com alguns casos no país”, pontua Edil.

No final do mês passado, contudo, as rígidas restrições deixaram de ser infligidas. Hoje, estão mantidas as medidas de seleção do doador, do receptor e os cuidados no intra, pré e pós-operatório, para que o vírus não seja transmitido no procedimento.