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Corioretinopatia Serosa Central afeta mais homens entre 20 e 50 anos

  • Estresse é um dos fatores que pode desencadear a Corioretinopatia Serosa Central, doença que afeta a visão e pode levar à cegueira

No Brasil, as consequências econômicas após quase dois anos de isolamento social, como a recuperação lenta do comércio e serviço, o desemprego ainda alto e a renda menor, o aumento recorrente do preço do combustível e as incertezas políticas formam um panorama de crescimento em ritmo “morno” da economia. Esse cenário de instabilidade econômica e política é palco ideal para o agravamento de crises de ansiedade e estresse, este último um dos fatores que contribui com o desencadeamento da Corioretinopatia Serosa Central, uma doença que afeta a área central da visão, formando uma espécie de bolha e que acomete a mácula, região importante da retina responsável pela visão de detalhes e cores. 

“Aqui no Hospital Oftalmológico de Sorocaba, notamos um aumento de casos dessa doença exatamente durante esse período da pandemia. Na sua forma aguda, que é a mais comum, ocorre com mais frequência em homens entre 20 e 50 anos, embora a gente tenha percebido um aumento no número de mulheres acometidas também”, esclarece o Chefe do Departamento de Retina do Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS), Dr. Arnaldo F. Bordon. 

De acordo com o médico, a relação do estresse com a doença provavelmente está no cortisol endógeno, que é o corticoide produzido pelo corpo. “Todos pacientes atendidos com a forma aguda da doença durante a pandemia tinham o estresse como pano de fundo. Porém, deve-se ressaltar que passar por um episódio ou período de estresse não é suficiente para desencadear a Serosa Central”, afirma Dr. Arnaldo.

Os principais sintomas da doença são alteração da tonalidade das cores em relação ao outro olho, diminuição e/ou distorção do tamanho da imagem e diminuição da visão.  No entanto, Dr. Arnaldo alerta sobre esses sintomas serem comuns a muitas outras doenças oculares, ou seja, somente o médico oftalmologista consegue estabelecer o correto diagnóstico.  

O maior risco da Serosa Central é ela se tornar crônica, o que pode causar perda irreparável da visão. “O paciente que tem esses sintomas deve consultar seu médico oftalmologista, pois muitas vezes já pode ter tido outras crises de forma subclínica (sem sintomas) e essas pessoas com mais crises são mais propensas a desenvolver a forma crônica, que é mais grave”, esclarece o especialista.

Seja para os casos de Serosa Central aguda ou crônica, o BOS possui um corpo clínico de excelência que está apto a diagnosticar essa e outras doenças. O auxílio de equipamentos ultramodernos, como o OCT de última geração e aparelhos de laser  permitem o diagnóstico e tratamento dessa condição, oferecendo o que há de melhor visando sempre a qualidade de vida do paciente.

O Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) e o Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS) ficam localizados na Rua Nabek Shiroma, 210, no Jardim Emília. Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.bos.org.br ou pelo telefone: (15) 3212-7000.

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