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Durante o verão, conjuntivite é mais frequente

  • Hábitos comuns durante os dias mais quentes, como o uso de piscinas, de protetor solar, exposição prolongada ao sol e ao ar condicionado podem potencializar o risco de contrair a conjuntivite

 

Dias quentes pedem medidas paliativas para amenizar o calor, como um mergulho na piscina ou ligar o ar condicionado para ter uma noite de sono mais refrescante. Esses hábitos tão comuns durante o verão podem favorecer o aparecimento da conjuntivite, que está dividida em três categorias: alérgica, infecciosa e tóxica (ou química).

De forma geral, os sintomas mais comuns da conjuntivite são olhos vermelhos e lacrimejamento, fotossensibilidade, pálpebras inchadas, prurido (coceira), secreção e sensação de areia nos olhos.

Vários são os agentes causadores da conjuntivite tóxica nesta época do ano, entre eles cremes, soluções e protetores solares que, uma vez em contato com a superfície ocular podem ocasionar abrasões leves e, em casos mais graves, defeitos epiteliais maiores. Além disso, a exposição das estruturas oculares em águas não adequadamente tratadas pode levar a danos na superfície ocular, principalmente quando essa exposição ocorre naqueles pacientes usuários de lentes de contato. 

Essas são as causas mais comuns da conjuntivite tóxica que, embora mais rara, não é contagiosa. “Quando essas substâncias entram em contato com as estruturas oculares, desencadeiam uma resposta de defesa do nosso organismo, manifestada através dos sintomas acima citados. Desse modo, a toxicidade dessas substâncias implica dano à estrutura dos tecidos oculares ou à sua função, podendo vir acompanhando de uma resposta inflamatória”, explica o Dr. Henrique Possebom, oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Sorocaba (BOS). 

O tratamento baseia-se em suspender o agente agressor, cessar o uso da substância irritativa e associar lágrimas artificiais sem conservantes. Em casos mais severos pode-se lançar mão de géis lubrificantes e também curativos oclusivos para auxiliar na recuperação da superfície ocular.

Já a conjuntivite alérgica é mais comum em pessoas que já têm predisposição a alergias e que apresentam um quadro de rinite ou sinusite, sendo frequentemente mais sensíveis ao ácaro e ao pólen. “Esse tipo de conjuntivite também não é contagiosa, normalmente ocasiona coceira e vermelhidão nos olhos e o tratamento, nestes casos, consiste no uso de colírios antialérgicos”, explica o médico.

Outra forma de manifestação da conjuntivite é a infecciosa, a forma mais comum da doença, podendo ser transmitida através do contato com as secreções oculares. O hábito adquirido durante a pandemia de COVID-19 de higienizar as mãos com frequência e não tocar partes do rosto é fundamental para evitar o contágio da doença, que pode ser subdividida entre os tipos viral, bacteriana e fúngica. “Os sintomas mais comuns da conjuntivite infecciosa incluem pálpebras grudadas ao acordar, secreção branca ou amarela, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, coceira, sensibilidade à luz, inchaço, visão embaçada e até sangramentos na conjuntiva”, esclarece o médico.  

Entretanto, alerta Dr. Henrique, é importante lembrar que o diagnóstico da conjuntivite deve ser feito por um médico da área, que indicará o tratamento mais adequado para cada tipo da doença. Sendo assim, a automedicação deve ser evitada, pois o uso de um medicamente não adequado, por exemplo, pode agravar ainda mais a doença.

 

7 recomendações para qualquer tipo de conjuntivite

  1. Higienizar as mãos frequentemente;
  2. Não tocar os olhos com as mãos;
  3. Suspender o uso de lentes de contato;
  4. Manter o ambiente livre de pó;
  5. Não frequentar piscinas;
  6. Não compartilhar maquiagem;
  7. Não utilizar a mesma toalha de banho ou rosto.

 

O Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) e o Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS) ficam localizados na Rua Nabek Shiroma, 210, no Jardim Emília. Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.bos.org.br ou pelo telefone: (15) 3212-7000. 

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